Como as universidades estão competindo por visibilidade internacional
Como as universidades realmente conseguem se destacar quando todas as instituições estão tentando ser “globais”?
Essa é a pergunta que todos os conselhos universitários estão fazendo agora. Em termos simples, o mundo do Ensino Superior se tornou um grande e competitivo mercado. Anos atrás, uma universidade só precisava se preocupar com a instituição da mesma cidade. Hoje, uma faculdade em Manchester compete pelos mesmos estudantes internacionais que uma faculdade em Melbourne ou Montreal.
Se um estudante em Mumbai ou Dubai digitar “melhor curso de engenharia” em um buscador, aparecerão milhares de resultados. Se a sua instituição não estiver na primeira página, você é praticamente invisível. É isso que chamamos de visibilidade internacional — e na
UniNewsletter , vemos isso influenciando a estratégia de recrutamento mais do que nunca. Não se trata apenas de ter um nome famoso; trata-se de garantir que as pessoas certas possam encontrá-lo no momento certo.
Por que ser visto globalmente é tão importante agora?
Em poucas palavras, trata-se de sobrevivência e crescimento. Quando uma universidade tem alta visibilidade global, ela atrai melhores pesquisadores, mais financiamento e um corpo estudantil mais diverso.
De acordo com dados do
Project Atlas , milhões de estudantes cruzam fronteiras todos os anos. Para uma universidade, esses estudantes não são apenas “matrículas”, eles trazem novas ideias e ajudam a instituição a construir uma reputação global. Se uma universidade permanece local, corre o risco de ficar para trás na pesquisa e de perder talentos que mantêm o campus vivo.
Como as universidades realmente conseguem chamar atenção?
Muitas pessoas acham que “anunciar” internacionalmente é apenas comprar publicidade; na realidade, construir uma marca global universitária envolve muito mais do que isso. Construir uma marca internacional significa criar uma narrativa convincente que faça futuros estudantes acreditarem que pertencem àquela instituição.
De forma simples, as universidades utilizam alguns recursos principais:
Prova social: Elas mostram estudantes reais vivendo suas melhores experiências no campus. Por isso muitas
universidades usam redes sociais para atingir estudantes no mundo todo .
Isso parece mais autêntico do que um panfleto impresso.
Mensagem baseada em resultados: Hoje em dia, estudantes querem ouvir sobre “empregos”, não sobre “história”. Eles querem saber suas chances de conseguir trabalho após a conclusão do curso.
Conteúdo online: As instituições não possuem apenas um site, mas também oferecem blogs e vídeos que respondem a questões relevantes para estudantes internacionais, como processos de visto, moradia etc. Veja mais informações sobre
como construir uma marca usando conteúdo digital .
Esses rankings globais realmente importam?
A resposta curta não é apenas sim, mas talvez até demais — todo mundo sabe quem são QS e Times Higher Education. Para muitas famílias,
as estratégias de ranking global das universidades
são a primeira coisa que se consulta. Se uma instituição não está no “Top 100”, alguns pais sequer a consideram.
Com a mudança na mentalidade dos estudantes, muitas instituições perceberam que ser o nº 1 em “Impacto” e/ou “Satisfação” pode ser mais valioso do que ser o nº 500 no ranking geral. Segundo a
UNESCO , os estudantes de hoje estão mais informados e pedem informações mais específicas sobre áreas de estudo, além de conhecimentos práticos que lhes permitam conquistar empregos que garantam renda após a graduação.
Quais são as melhores maneiras de encontrar novos estudantes?
O método antigo era ir a um hotel e ficar atrás de uma mesa em uma “feira educacional”. As novas estratégias de recrutamento internacional são muito mais personalizadas.
Uso de dados: As instituições analisam de onde vêm os cliques e mostram informações específicas. Se muitos brasileiros olham para os programas esportivos, por exemplo, o conteúdo exibido será esportivo.
Branding de longo prazo: Não basta mostrar um anúncio uma vez. É preciso estar visível durante meses. Por isso
investir em visibilidade digital de longo prazo
é tão importante.
Especialistas locais: Muitas instituições trabalham com “agentes” — pessoas em outros países que entendem a cultura local.
ICEF Monitor
afirma que esses canais ainda são amplamente utilizados pelos estudantes ao tomar a decisão final.
O que é “internacionalização” em termos simples?
Esse termo aparece muito no marketing global de ensino superior, mas internacionalização significa, basicamente, transformar a universidade em uma comunidade global.
Isso envolve ter professores de diferentes países, oferecer diplomas válidos em mais de um país e garantir que o “clima” no campus seja acolhedor para todos.
The PIE News
aponta frequentemente que as instituições que vencem são aquelas que fazem o estudante internacional se sentir em casa, e não apenas como um “cliente”.
Por que é tão difícil competir?
É um jogo difícil. Universidades que competem globalmente enfrentam grandes desafios:
Regulamentações de visto: Mudanças inesperadas nas regras de visto podem arruinar planos de recrutamento elaborados ao longo de meses ou anos.
Dinheiro: Instituições menores não conseguem gastar milhões em publicidade como as grandes universidades de elite.
Ruído: Existem tantas instituições dizendo as mesmas coisas. Em termos simples, é difícil soar diferente quando todos afirmam ter “corpo docente de nível mundial”.
Conclusão
Resumindo, destacar-se globalmente não tem a ver com tamanho, mas com o quanto você é útil e visível para quem você atende. O Ensino Superior precisa abandonar sua imagem tradicional de jogador regional e assumir seu papel como marca contemporânea.
Se uma instituição conseguir mostrar claramente ao estudante como sua vida irá melhorar — e garantir que essa mensagem seja vista ao redor do mundo — ela vencerá. É uma corrida longa, mas tudo começa com ser visto.